22 de mai de 2010

O concurso nacional de docentes

Ministro da Ed. pretende realizar a partir de 2011 concurso unificado (em âmbito nacional) para professores de Ed. Infantil, Ensino Fundamental e Médio. 

O concurso nacional de docentes
 fonte : Jornal Estado de S.Paulo    
      
22 de maio de 2010

Um ano depois de ter proposto a unificação dos concursos para a seleção dos professores da rede pública de ensino infantil, fundamental e médio dos Estados e municípios, comprometendo-se a preparar as provas e criar um padrão nacional de escolha de docentes, o Ministério da Educação (MEC) retomou o tema, anunciando a criação de um Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente. Pelo que foi divulgado, docentes de qualquer parte do País poderão se candidatar à seleção para trabalhar em escolas públicas.

Para ser implementada, a inovação depende da adesão dos governadores e prefeitos e, até o momento, não ficou decidido se a seleção unificada será realizada com base num teste único ou se, na lista de classificação, deverão ser considerados outros fatores, como o currículo dos candidatos, títulos acadêmicos e conhecimento das especificidades sociais e econômicas dos Estados e municípios onde pretendem atuar.

Apesar disso, o MEC está com pressa e quer realizar o exame já em 2011. Os conteúdos que deverão ser exigidos no processo seletivo serão submetidos a consulta pública durante 45 dias, a partir da próxima semana. Após esse prazo, o MEC elaborará a matriz que servirá de base para a formulação das questões.
Essa é mais uma amostra do irrealismo das autoridades educacionais federais. Tendo tido quase oito anos para tomar uma iniciativa desse porte, elas só resolveram agir a sete meses do término do mandato do presidente Lula, deixando para seu sucessor a responsabilidade pela implementação de uma medida que quase certamente sofrerá a oposição de governadores e prefeitos.

O ministro Fernando Haddad alega que os concursos para professores da rede escolar dos Estados e municípios são de baixa qualidade e afirma que a centralização do processo seletivo seria um "instrumento adicional" para qualificar o magistério público. Contudo, que autoridade tem o MEC para assumir o controle dessa seleção, uma vez que não conseguiu implementar com sucesso o processo de unificação dos vestibulares das universidades federais nem manter a eficiência dos mecanismos de avaliação, que foram desmoralizados após o vazamento das provas do último Exame Nacional do Ensino Médio?

Na realidade, a proposta do MEC retira dos Estados e municípios a autonomia que lhes foi concedida pela Constituição, em matéria de ensino básico. O que hoje é de responsabilidade das autoridades municipais e estaduais ficaria sob controle dos burocratas de Brasília.

Além do excesso de intervenção federal, a proposta vai na contramão do que os especialistas recomendam: a descentralização da gestão escolar, que permite adequar escolas e corpos docentes às condições sociais de cada região. Para muitos pedagogos, o excesso de concentração de prerrogativas no âmbito do MEC, que já centraliza o ensino superior, despreza as diferenças regionais do País, que são profundas, desequilibrando com isso todo o sistema educacional.

Os especialistas lembram que a "federalização do ensino" permitiria ao MEC ficar com a parte que oferece maior visibilidade política, enquanto às autoridades municipais e estaduais restaria o ônus da administração do dia a dia das salas de aula. Dito de outro modo, enquanto o MEC teria poucas responsabilidades executivas, os Estados e municípios teriam de arcar com o trabalho mais pesado e maior potencial de desgaste político.

Isso ficou evidente há dois anos, por ocasião da imposição do piso salarial para os professores do magistério público. A iniciativa levou o presidente Lula e o ministro Fernando Haddad às manchetes dos jornais. Parte da conta, porém, foi destinada aos Estados e municípios - muitos dos quais não dispunham de condições financeiras para pagá-la.


Mais uma vez o governo federal está agindo demagogicamente no campo do ensino, lançando uma inovação em tempo de ser usada politicamente na campanha eleitoral, mas que pode dificultar ainda mais a melhoria da qualidade da educação básica que terá de ser prioridade do próximo governo.

FONTE: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100522/not_imp554984,0.php
ACESSO: 22/05/10 17:30.
 18/05/2010 19h39 - Atualizado em 18/05/2010 19h40




MEC planeja criação de 'Enem' para professores
Fonte: Globo.com (Do G1, em São Paulo)


Exame nacional poderá ser usado para seleção de educadores.

Adesão de secretarias estaduais e municipais será facultativa.

O Ministério da Educação (MEC) trabalha na criação de um concurso nacional para selecionar professores para a rede pública de ensino. O ministério pretende realizar a primeira prova do Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente em 2011. Na primeira edição, poderão participar educadores dos primeiros anos do ensino fundamental (1º ao 5º ano) e da educação infantil.

A seleção será parecida com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e também ficará sob responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). O professor fará a prova e poderá usar a nota para ingressar em qualquer uma das redes de ensino que aderirem ao programa.

 As secretarias que decidirem aderir ao exame terão liberdade para usar a nota para a seleção em fase única ou como primeira fase do processo. A abertura dos concursos também poderá ser feita a qualquer momento dependendo da necessidade de cada rede de ensino. Como o Enem, a prova será anual.

Segundo a coordenadora-geral de instrumentos e medidas educacionais do Inep, Gabriela Moriconi, um documento com a concepção do exame e temas que farão parte do exame serão disponibilizados para consulta pública no site do Inep a partir desta quarta-feira (19).

De acordo com Gabriela, a prova terá vários temas, como metodologia de ensino, políticas educacionais, direito e conteúdos específicos. Para criar o programa, foram analisados países que buscam ter um padrão de professores. Esses países foram Austrália, Canadá, Cingapura, Chile, Cuba, Estados Unidos e Inglaterra.

“São países com sistemas de ensino e contextos diferenciados, mas todos entendem que o bom professor tem de ter domínio do conteúdo que vai lecionar e conhecer as metodologias de ensino”, disse Gabriela.

Professores, universidades, estados e municípios vão poder opinar sobre o modelo da prova durante os 45 dias de consulta pública. “Após esse período, equipes técnicas do Inep irão trabalhar para fechar a matriz do exame. Pretendemos ter um banco de questões para a prova até o fim do ano”, disse Gabriela.

De acordo com a coordenadora, secretarias estaduais e municipais do país mostraram interesse no projeto. "Apresentamos ao Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), que se mostrou receptivo à ideia", disse.

Fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/05/mec-planeja-criacao-de-enem-para-professores.html   Atualizado em 18/05/2010 19h40
Acesso: 22/05/2010.




Está no ar sistema de consulta sobre os referenciais para novo exame

Fonte: Assessoria de Imprensa do Inep/ MEC
19 de maio de 2010


O que um professor de educação infantil e das séries iniciais do ensino fundamental deve saber no momento do ingresso na carreira do magistério? Quem tiver sugestões deve acessar a página eletrônica do Inep e responder à consulta pública colocada hoje no ar para subsidiar a construção da Matriz de Referência para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente.

As colaborações devem ser feitas diretamente na Internet a partir de um sistema que lista 16 temas centrais, cada um com uma série de tópicos relacionados às habilidades a serem demonstradas pelos candidatos a professor. Essa lista de temas centrais – e seus tópicos – foi elaborada com base em critérios do que seria um bom professor, apontados pela experiência internacional. Os critérios são comuns a diversos sistemas educacionais com bons resultados e que definiram nacionalmente parâmetros para a docência, tais como: Austrália, Canadá, Cingapura, Chile, Cuba, Estados Unidos e Inglaterra.

A consulta pública ficará no ar por 45 dias. Poderão participar indivíduos ou instituições. Após o término da coleta de sugestões, o Inep se encarregará de reunir sua equipe técnica com especialistas de cada área e elaborar uma matriz que norteará a elaboração de itens para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente.

Esse é o primeiro passo para a concretização do Exame, uma prova para avaliação de candidatos ao ingresso no magistério, que terá sua primeira edição em 2011. O novo Exame será um serviço que o Inep/MEC prestará às redes municipais e estaduais de Educação para seleção de novos professores. Com ele, prefeituras não precisariam realizar sua própria prova de concurso público – o que é caro e exige expertise de órgão especializado – para contratação de novos professores, bastaria publicar um edital de concurso público e usar a nota do Exame como critério para seleção. A forma de utilização ficará totalmente a critério dos governos estaduais e municipais, que poderão decidir pela adesão ao Exame e utilizá-lo como critério único ou como uma das fases de seu concurso.


FONTE: http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/outras/news10_09.htm



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