22 de mar de 2010

BULLYING: também está acontecendo conosco!

       

       Um fato que rodou o mundo nos ultimos dias foi o fato da princesa japonesa Aiko (filha da príncipe herdeiro do trono imperial, Naruhito, e da princesa Masako) ter sido vítima de bullying na escola.    Após ser maltratada pelos colegas, a jovem princesa passou a apresentar estresse, dores de estômago e ansiedade.     

      Infelizmente o caso de Aiko (que pelo fato de ser mulher, não poderá assumir o trono) não é único. É cada vez maior o números de crianças e jovens vítimas de bulliyng nas escolas e também do chamado ciber bulliyng, sendo que esse tipo de violência deixa marcas profundas, não somente em quem as sofre, mas também em quem vitima e em quem presencia. 
     O bullying é um problema mundial que vem se disseminando largamente nos últimos anos e que só recentemente vem sendo estudado no Brasil.

      Define-se como um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem um motivo evidente, adotado por um ou mais alunos contra outros, causando sentimentos negativos como raiva, angustia, sofrimento e em alguns casos queda do rendimento escolar (FANTE,2005).

      Segundo Fante (2005) o bullying escolar se resume em insultos, intimidações, apelidos constrangedores, gozações que magoam profundamente, acusações injustas, atuações em grupo que hostilizam e ridicularizam a vida de outros alunos, levando-os à exclusão, além de danos físicos, psíquicos, danos na aprendizagem.*

      Já não é incomum termos conhecimento de casos de violência na escola, muitas vezes causada por jovens e crianças vítimas de bulliyng. Alguns, em casos extremos, invandem escolas com armas de fogo atirando aleatóriamente, matando e chocando a todos. Na tentativa de causar tanta dor, quanto aquela que vivenciou.
     
   
     O bullying é classificado como direto quando as vitimas são atacadas diretamente, ou indireto, quando as vitimas estão ausentes. São considerados bullying direto os apelidos, agressões físicas, ameaças, roubos, ofensas verbais ou expressões ou gestos que geram mal estar aos alvos. São atos utilizados com uma freqüência quatro vezes maior entre os meninos. O bullying indireto compreende atitudes de indiferença, isolamento, difamação e negação aos desejos, sendo mais adotados pelas meninas.
     
     A prefeitura de São Paulo, na tentativa de prevenir e combater o bullying nas escolas municipais, acaba de publicar um decreto (Decreto nº 51.290 de 11 de fevereiro de 2010) no qual solicita que suas escolas (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio) incluam medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying escolar em seu projeto pedagógico. Embora leis não signifiquem mudanças imediatas, este decreto ao menos instiga que este assunto seja abordado, debatido e refletido no interior das escolas.  

   Pesquisas demonstram que o bullying pode ser combatido com uma proposta escolar focada em temas como: direitos, deveres, ética, respeito a diversidade, etc.. Porém não basta explanar em uma aula os temas abordados, é fundamental o desenvolvimento de projetos que envolvam toda escola e visem alcançar um objetivo comum: o respeito ao outro.  É importante que a ética e o diálogo permeie todas as relações no interior da escola, criando um espaço onde todos se sintam acolhidos e respeitados.
  
   A ONG Aprender sem Medo mantêm um site no qual é possível pesquisar mais sobre este assunto, além de ter acesso a vídeos com depoimentos de alunos, dados e testes para saber se uma criança está sendo ou não vítima de bulliyng. Acesse e conheça mais sobre este tema.  


   Esta é uma luta de todos nós. Participe!

A revista Nova Escola apresenta uma matéria interessante sobre esta temática. Responde questões como:



1. O que é bullying?

2. O que não é bullying?

3. O bullying é um fenômeno recente?

4. O que leva o autor do bullying a praticá-lo?

5. O espectador também participa do bullying?

6. Como identificar o alvo do bullying?

7. Quais são as consequências do bullying para o alvo?

8. O que é pior, o bullying com agressão física ou o bullying com agressão moral?

9. Qual a diferença entre jeito do bullying praticado por meninos e meninas?

10. O que fazer em sala de aula?

11. Qual o papel do professor em conflitos fora da sala de aula?

12. O professor também é alvo de bullying?

13. O que fazer para evitar o bullying?

14. Como agir com os alunos envolvidos em um caso de bullying?

15. Como lidar com o bullying contra alunos com deficiência?

16. Como deve ser uma conversa com os pais dos alunos envolvidos no bullying?

17. O que fazer em casos extremos de bullying?

18. Bullying na Educação Infantil. É possível?

19. Como lidar com os conflitos na Educação Infantil?

20 e 21. Cyberbullying

Para saber mais acesse:

 http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/bullying-escola-494973.shtml

Fontes: * in: SANTOS, Luciana Pavan Ribeiro dos. O papel do professor diante do Bullying na sala de aula. TCC de conclusão de curso, UNESP, São Paulo, 2008.


Dicas de leitura sobre este tema:


FANTE, C. Fenômeno Bullying: Como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. Editora Verus, 2005, 224 p.
   
SANTOS, Luciana Pavan Ribeiro dos.  O papel do professor diante do Bullying na sala de aula. TCC de conclusão de curso, UNESP, São Paulo, 2008. Disponível para download em: http://www.fc.unesp.br/curso_pedagogia/TCC2008 

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