21 de jan de 2010

Volta às aulas e o período de adaptação - parte I

   Estamos começando um novo ano letivo e chegamos sempre ansiosos por saber como será esta nova etapa: quem serão os colegas, as relações, os alunos, professores, esta novo ano, etc. As crianças e pais, na maioria das vezes, chegam com as mesmas ansiedades e quando é o primeiro ano da criança  na escola ou esta ainda é muito novinha, esta ansiedade se multiplica para pais e filhos.

   Este texto se dedicará a pensarmos de modo muito carinhoso diferentes formas de acolher as crianças e suas famílias e fazer do momento do período de adaptação uma oportunidade ímpar de aproximar as famílias da escola e de seu Projeto Pedagógico.

   Imagine se hoje alguém te entregasse uma passagem área para um país desconhecido sobre o qual nunca ouviu falar. Esta mesma pessoa fez suas malas, lhe levou ao aeroporto e lhe fez embarcar (mesmo que tenha reclamado, batido o pé, chorado).
    Qual seriam seus sentimentos durante a viagem? E no desembarque? E ao sair do aeroporto e deparar-se com este novo país? Lembre-se, talvez seja assim que a criança esteja se sentindo!

    O primeiro elemento que devemos ter claro é : embora o termo seja ADAPTAÇÃO, isto não significa que a criança deva adaptar-se à escola, mas sim o contrário, ou seja, o planejamento do período de adaptação deve levar em conta as características dos diferentes grupos e, ainda as características individuais das crianças. Exemplos: nas turmas de crianças menores (com pouca idade) costuma haver crianças chorando, algumas por diversos dias consecutivos.
  
   O mesmo pode ocorrer com crianças que chegam na escola pela primeira vez, com aqueles que mudam de escola ou período, que não encontram os amigos com quem já estavam acostumados ou simplesmente aqueles que adoraram as férias e gostariam de continuar na casa da avó, naquela viagem deliciosa ou na companhia dos pais, amigos e irmãos em casa. Deste modo, prevendo a possibilidade do choro, da ansiedade e do nervosismo das crianças,  a escola deve organizar-se de modo a acolhê-las de modo a confortá-las, visando não simplesmente cessar o choro, mas acalmá-las considerando as suas possíveis causas. É fundamental também, mesmo com alunos maiores, pensar em propostas e dinâmicas que possibilitem a integração, o conhecer o outro, para que as crianças se sintam acolhidas e mais seguras neste novo espaço.
     Na parte II deste  texto sugerimos algumas atividades e dinâmicas de acolhimento.

 
  

A família, o tempo e o choro:

   É fundamental que já no planejamento do período de adaptação, a escola se organize de modo a orientar e delegar a cada funcionário, dos diversos seguimentos, as possíveis ações e intervenções neste momento. Exemplo: na sala cujas crianças são menores, haverá a necessidade de um determinado número de pessoas para auxiliar. As turmas maiores poderão entrar em um determinado horário e os menores em outro (2 períodos de 2 horas, por exemplo), para que os demais docentes  e funcionários fiquem disponíveis para auxiliar a acolher as crianças do horário contrário.

   Planejar também as possíveis ações dos diferentes funcionários da escola neste momento ajuda a gerar ações coesas e coerentes para a criança. Exemplo: Caso a lactarista, a secretária e os demais funcionários encontrem crianças escondidas, "perdidas" ou longe de seu grupo, chorando compulsivamente como agir? Uma estratégia interessante para os mais exaltados é dar uma volta pela escola, mostrar espaços, brinquedos, livros, explicar que irão utilizar aqueles espaços com seus grupos, para que se acalmem e possam integrar-se novamente ao grupo com mais tranquilidade.

   É necessário também definir se os pais ficarão em determinado espaço para que as crianças possam vir vê-los ou se deverão deixar as crianças e retornar em horário pré-determinado definido pelos pais ou pela escola. Outro elemento importante é tranquilizar os pais sobre este momento, promovendo discussões, orientando sobre esta fase e incentivando o diálogo entre eles, pois se os pais demonstram insegurança ao deixar as crianças, maior será a possibilidade das crianças se sentirem inseguras e nervosas nesse novo espaço.

   As reuniões de pais são excelentes oportunidades para envolver as famílias no Projeto Pedagógico da Escola. Sempre que possível demonstre vídeos ou fotografias sobre as diferentes propostas da rotina da escola e forneça alguns dados relevantes sobre estas propostas. Conhecer a escola e sua proposta pedagógica gera maior confiança nos pais e consequentemente tornará mais tranquilo o processo de adaptação da criança.

    Uma excelente estratégia que permite aos pais conhecer e valorizar o trabalho pedagógico da escola é a apresentaçaõ de Restropectiva do trabalho pedagógico. A apresentação em vídeo (DVD de imagens com música) emociona e ao mesmo tempo informa aos pais o trabalho desenvolvido por sua escola. Serve ainda  como importante  estratégia de propaganda, além de valorizar o trabalho de toda equipe escolar.

    A ampliação do tempo de permanência na escola pelas crianças poderá ocorrer de modo gradual, para que não tenham o "choque" de de repente ficarem "muito tempo" na escola. Exemplo: Um dia a criança poderia ficar com os pais participando de atividades da rotina como ouvir uma história, brincar, conhecer os diferentes espaços da escola (entre eles os banheiros), etc., e no dia seguinte ficaria sozinha por um período de 1 hora, no próximo ficaria 2 e assim sucessivamente conforme necessidade da criança, dos diferentes grupos e da realidade da escola.




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